A APAE de Jundiaí foi destaque no Seminário de Melhores Práticas promovido pela Federação das APAEs do Estado de São Paulo (FEAPAES/SP), ao apresentar a experiência da instituição na utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) como instrumento de avaliação e planejamento terapêutico.
O reconhecimento evidencia a qualidade e a efetividade das ações desenvolvidas pela entidade, destacando o compromisso com uma abordagem centrada na pessoa, voltada à promoção da autonomia, da participação social e da qualidade de vida dos usuários. Além disso, o destaque fortalece a credibilidade institucional e permite que a experiência da APAE de Jundiaí seja compartilhada com outras APAEs do Estado.
Na prática, a CIF é utilizada como um modelo de avaliação que considera o usuário para além do diagnóstico clínico, identificando potencialidades, limitações e os contextos que influenciam o desempenho funcional. Essas informações subsidiam o planejamento terapêutico de forma mais assertiva e personalizada.
Em Jundiaí, a metodologia vem sendo aplicada desde 2018, quando a equipe multiprofissional da instituição passou pela primeira capacitação. Em 2024, a APAE de Jundiaí avançou na utilização da plataforma CIF Brasil, após treinamento realizado pela FEAPAES-SP, aprimorando ainda mais a definição de metas terapêuticas e o acompanhamento estruturado da evolução dos usuários.
A ferramenta é utilizada de forma interdisciplinar, envolvendo as áreas da saúde, educação e assistência social. Entre os principais benefícios estão a qualificação do processo diagnóstico, padronização de relatórios, organização das informações funcionais e maior objetividade na definição de critérios de alta terapêutica.
Na opinião da coordenadora de Saúde e do Centro de Diagnóstico da APAE de Jundiaí, Camila Mendes, a metodologia representa um importante avanço nos atendimentos. “A utilização da CIF permite um olhar mais amplo sobre cada usuário, fortalece decisões clínicas baseadas na funcionalidade e amplia a efetividade das intervenções resultando no aumento das altas terapêuticas, sempre com foco na autonomia e qualidade de vida, afirma.

