O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista preparou uma programação especial, no Clube de Campo, para valorizar os seus associados e homenagear os trabalhadores e trabalhadoras.
A programação começa com uma missa, às 9 horas, no Espaço M, celebrada pelo Bispo Diocesano, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, e concelebrada pelo padre Eduardo Belão, com suporte da Paróquia Cristo Redentor e transmissão ao vivo pelo site do Sindicato (www.sindicatometal.org.br).
Ao longo do dia, o público poderá aproveitar shows com artistas da região: Banda Canning, Banda UTI, Banda Sigla, Beto Xapa e Pagode do Feijão.
Após as atrações musicais, haverá sorteios especiais, exclusivamente para sócios do Sindicato, com prêmios importantes: uma moto, cinco scooters, 10 vales-compra do Assaí no valor de R$ 1.000,00 cada e 5 vales compras do Carrefour no valor de R$ 2.000,00 cada.
“Mais do que uma festa, o 1º de Maio é uma data de grande significado histórico. Marca a luta da classe trabalhadora por direitos, melhores condições de trabalho, dignidade e justiça social. É um dia que reforça a importância da união, da organização sindical e da mobilização permanente em defesa das conquistas já alcançadas e por aquelas que ainda virão, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e o fim da escala 6×1”, observou o presidente do Sindicato, Luis Carlos de Oliveira, o Lu.
Rumo ao fim da escala 6×1 e às 40 Horas, sem redução de salário
A luta pela redução da jornada de trabalho não é de hoje. Recentemente, o sindicato levou a voz dos metalúrgicos de Jundiaí e região até Brasília, participando da Marcha da Classe Trabalhadora e entregando nossas pautas diretamente ao Governo Federal. O recado foi claro: o Brasil precisa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem mexer no seu salário.
“Hoje, a lei permite que você trabalhe até 44 horas por semana. Nossa luta é baixar esse teto para até 40 horas semanais. São 4 horas a menos de fábrica por semana. No final do mês, você ganha 16 horas livres a mais. Você trabalha menos, mas o valor do seu holerite continua o mesmo. O seu poder de compra é preservado e você tem mais tempo para cuidar da parte espiritual, para o futebol com os amigos, para o descanso e para ver os filhos crescerem. Menos cansaço significa mais saúde”, detalhou Lu.
O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Eliseu Silva Costa, complementou lembrando que quem já conquistou o regime de 5 dias de trabalho por 2 de folga não terá nenhum prejuízo. “Nós já conseguimos isso em muitas empresas da nossa região. Então quem já trabalha na escala 5 x2 também vai trabalhar menos se a lei mudar para 40 horas; o seu modelo de trabalho se torna o padrão oficial com redução de 4 horas semanais de trabalho, protegendo o que você já conquistou e abrindo portas para novas melhorias. O objetivo é subir o degrau de quem ainda está no 6×1, manter as conquistas de quem já não trabalha nessa jornada, e ainda diminuindo 4 horas de trabalho na semana, ou 48 minutos por dia, sem redução de salário. Isso significa 10% de tempo ganho e, consequentemente, 10% de ganho salarial”, explicou.

